Arquivos do Mês: abril 2018

Brasileiros precisam de visto para visitar Israel?

Nesse post quero esclarecer uma pergunta que  me fazem todos os dias (todos os dias mesmo),  ” – Preciso de visto para entrar em Israel? ” A resposta é simples, NÃO. A única coisa que você vai precisar na Terra Santa (além do seu passaporte) é o Israel Border Control (Controle de fronteira de Israel), documento esse que recebemos quando entramos em Israel, seja essa entrada pelo aeroporto Ben Gurion, bem como nas três passagens de fronteira entre a Jordânia e Israel, na ponte King Allenby, Sheikh Hussein e Wadi Arava, e a passagem de Taba para o Egito.

Como funciona? Bom, vamos começar pela segurança na chegada do país.

Ahh, a famosa segurança israelense. Altamente considerada o modelo para muitos dos centros de viagens do mundo. Mas também pode intimidar quando experimentada pela primeira vez!

Mas isso é normal né, afinal, a segurança na maioria das fronteiras em todo o mundo tornou-se mais rigorosa nos últimos tempos. Apenas um sinal dos tempos em que vivemos, infelizmente. No entanto, em Israel a segurança é apenas um pouco mais intensa e completa. Infelizmente, essa adesão estrita à segurança também pode parecer às vezes rude e arrogante e deixar uma impressão menos brilhante. Mas, na maioria das vezes, o pessoal de imigração é amigável e cortês, por isso, se você se deparar com um “mal humorado”, não deixe que isso estrague sua experiência da Terra Santa.

Como já comentei em um post passado, já tive experiência entrando sozinha em Israel, e outras vezes em grupo. E posso afirmar que em grupo é bem mais tranquilo do que individual.

Em qualquer ponto de acesso a Israel dos citados acima, você será recebido com várias perguntas, ah, e não se preocupe com o idioma, no aeroporto sempre tem atendentes que falam vários.

Então, que perguntas eles farão?
Primeiro, se você tem um nome que parece muçulmano, ou tem vistos de países islâmicos em seu passaporte, é provável que você enfrente uma dura rodada de questionamentos. Você provavelmente já estava ciente disso … E não se irrite – esses caras da imigração estão apenas fazendo o seu trabalho!

Solteiros que viajam sozinhos também podem atrair muitas perguntas, (como foi o meu problema na primeira viagem) mas se você tiver um amigo com você, o questionamento deve ser menos intensivo. Casais são tratados como sendo menos “suspeitos” do que viajantes solitários. Em grupo é bem mais fácil e com poucas perguntas. Se você viajou a Israel recentemente em uma ocasião anterior, pode ser perguntado por que escolheu voltar tão cedo. Quanto mais você for a Israel, mais desconfiado você pode parecer para os funcionários, então você pode ser interrogado por um longo período em viagens freqüentes. Ou seja, sempre serei interrogada rsrs.

Certamente será solicitado para os detalhes de onde você pretende ficar. Se você estiver indo para um hotel ou pousada, talvez seja necessário mostrar sua confirmação de reserva. E se você estiver indo para um amigo ou família, talvez seja necessário fornecer a história de vida do amigo / família em questão. Algumas das perguntas também podem parecer totalmente irrelevantes, como “Qual o nome da escola que você frequentou quando criança?”, e elas podem ser solicitadas repetidamente por pessoas diferentes. Mas o objetivo aqui é ver se você é consistente com sua história e não está tropeçando ou inventando respostas. Sua linguagem corporal também será cuidadosamente examinada.

Depois de passar esses minutos com a segurança, você receberá o famoso Israel Border Control (Controle de fronteira de Israel), esse pequeno visto é impresso na hora e você tem a opção de colar em seu passaporte ou apenas carregá-lo consigo até a sua partida de Israel, isso acontece porque Israel não mantém relações com a maioria dos países do Oriente Médio, por isso seria prejudicial aos turistas que visitam o país terem seus passaportes carimbados – poderiam ter problemas pra entrar em outros destinos da região futuramente.

 

Meus “vistos” de Israel

 

Israel Border Control

 

E só para você saber, não é só na entrada que você passa por isso não, quando sair de Israel, uma enxurrada de questionamentos também poderá ocorrer novamente, se você sair pelo aeroporto, terá um pequeno computador a sua frente com as perguntas em português, e você apenas seleciona as respostas na tela, isso frente a um funcionário do aeroporto… Adicione uma hora extra ao seu horário de check-in se estiver preocupado em não ter tempo de conhecer as lojas Duty-free, que valem muito a pena visitar em Israel por serem consideradas umas das melhores em questão a preço.

Para finalizar a minha dica é;Seja honesto, seja honesto, seja honesto! Se você é um turista genuíno, então relaxe, você não tem absolutamente nada com que se preocupar e só terá boas histórias para contar.

 

Tali Sara

 

Os 70 anos de Israel

  Uma semana de muitas emoções em Israel, hoje 17 de abril, inicia o Yom Hazikarón (Memorial Day for IDF Soldiers), uma data que tem sido tradicionalmente dedicada aos soldados mortos e também estendido às vítimas civis do terrorismo.
 Os eventos do Memorial Day abrem às 20h, com uma sirene de um minuto que é ouvida em todo o estado, seguida por uma cerimônia nacional realizada no Muro das Lamentações, em Jerusalém. A cerimônia é assistida pelo Presidente e pelo Chefe do Estado Maior. No dia seguinte, uma sirene de dois minutos é tocada em todo o estado às 11h, seguida por cerimônias religiosas nacionais realizadas em todos os cemitérios militares, aonde é feita  a redução da bandeira a meio mastro, uma oração especial chamada “Yizkor” que significa (lembrar “por Deus”) e um discurso de uma figura pública, como membros do Knesset (Parlamento) e ministros do governo. 
Dia do Memorial aos Soldados Caídos e Vítimas do Terrorismo de Israel
Menorah de Bronze em frente ao Knesset (Parlamento de Israel)

 

  E nessa mesma semana, o povo judeu está celebrando um aniversário extraordinário, que inicia no pôr do sol do dia 18 de abril, e comemora os 70 anos da independência do país. Setenta anos se passaram desde a fundação do Estado de Israel e a realização do sonho de 2.000 anos de independência renovada na Terra Santa.  

 Mas este evento significativo não é apenas uma festa para Israel, mas para todo o mundo livre. Pois o começo da nova década de Israel também significa 70 anos de democracia vibrante com uma sociedade civil forte e independente – a primeira do tipo no Oriente Médio. O compromisso com os valores da liberdade de expressão, diversidade de opinião e liberdade religiosa é uma pedra angular de Israel como um estado judeu e democrático.

Uma terra acolhedora, aonde judeus, muçulmanos, cristãos e drusos vivem em um mesmo lugar, cada um respeitando ao outro.

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  Através de muito trabalho duro, eles fizeram o deserto florescer e provocaram um boom de alta tecnologia.

Desenvolveram tecnologias que fizeram a água sair do nada e carros andarem sozinhos. Da segurança alimentar à segurança cibernética, Israel está trabalhando hoje para um futuro melhor para milhões de pessoas.

Menina corre por campo florido em Nir Yitzhak, em Israel Foto: MENAHEM KAHANA

Além disso, nos últimos 70 anos, conseguiram fazer as pazes com muitos antigos inimigos. Mas nenhum país é uma ilha. Sem o apoio de tantos outros ao redor do mundo, nunca teriam conseguido. Hoje, a cooperação internacional é mais do que nunca a chave para um futuro melhor, mais seguro e mais pacífico.

 

O logotipo dos 70 anos de Israel, criado pelo jornal israelense “Yedioth Ahronoth”

E 70 anos depois que a Estrela de Davi foi içada pela primeira vez como a bandeira de Israel, Israel continua a inspirar o mundo, e o povo de Israel continua a me inspirar.

Talita Sara

Jaffa, a cidade de Israel de 9.500 anos

Old Jaffa, aonde a arqueologia já encontrou indícios de uma civilização que teria iniciado por volta de 7.500 anos AC, ou seja, cerca de 9.500 anos atrás, o que a torna sem dúvida alguma uma excelente candidata ao porto mais antigo da história da humanidade.

Uma cidade vibrante que nunca deixa de surpreender e inovar. Pitorescos becos, galerias de arte, boutiques exclusivas, construções antigas, monumentos maravilhosos e uma abundância de autênticos restaurantes do Oriente Médio – uma viagem para a antiga Jaffa é uma experiência estimulante multisensorial para quem visita Israel. Prepare-se para se apaixonar.

Foto: Tali Sara 10/2016

 

No meio da rua Yefet, na entrada norte de Jaffa, fica a Torre do Relógio, uma das sete construídas em honra do sultão Abdul Hamid II durante o período otomano. A torre foi erguida em 1903, e em 1965 foram adicionados mosaicos representando a história da cidade. Dentro da “Clock Tower Plaza” estão o “Kishle” e o “Saraya”, a antiga delegacia de polícia otomana e a casa do governo.

Foto: Tali Sara – 10/2016 Torre do relógio

 

Passeie pelo porto ainda ativo para sentir o sabor de Jaffa em seu auge. Experimente a fusão de história e modernidade do bairro observando os pescadores trabalhando em seus barcos coloridos enquanto você entra e sai de vários cafés, galerias e livrarias.

Cafés e bares deixam a cidade ainda mais acolhedora
Vista do mediterrâneo da varanda de um café

 

 

 

No meio do caminho encontramos uma árvore suspensa,  uma escultura que se refere a Laranjeira de Jaffa que entrou em Israel pela primeira vez no século 18, importada de Portugal. A escultura chama-se “Laranjeira Suspensa” e é um símbolo da prosperidade de Israel

 

Há vários monumentos que o turista é quase obrigado a fotografar … Um deles seria este arco localizado no topo do Parque Abrasha, onde a costa da moderna Tel Aviv pode ser vista … É chamada de “Estátua da Fé” e  Assemelha-se a uma porta que apresenta relevos de três cenas bíblicas: o sonho de Jacó, o sacrifício de Isaque e a destruição do muro de Jericó.

“Estátua da Fé” Jaffa
Tel Aviv vista desde Jaffa

Uma das curiosidades desse bairro são os nomes das ruas que carregam os signos do horóscopo.

Ruas de Jaffa Foto: Tali Sara 07-2017
Jaffa – Israel

Outro importante edifício é a Igreja de São Pedro, construída em 1654 e dedicada a São Pedro. É uma igreja de dominicanos que foi demolida duas vezes no século XVIII, embora em ambas as épocas tenha sido posta de pé … Atualmente, a igreja pertence à Custódia Franciscana da Terra Santa.

Igreja de São Pedro – Israel
Interior da Igreja de São Pedro – Jaffa, Israel

 

Se seguirmos os becos atrás da igreja, encontramos alguns dos canhões usados pelas forças otomanas para defender a cidade do exército de Napoleão, em 1799. Embora Napoleão vencesse a batalha, ele perderia a guerra deixando a Terra Santa para sempre …

Foto: Tali Sara – 11/2017

 

יפו (Yafo) têm sua origem na raiz do Hebraico Yafe, ou Yafet, que significa BELA, o que condiz exatamente com o que nossos olhos veem.

Existe outra hipótese  para o nome que leva a cidade, segundo os historiadores Jaffa recebeu esse nome pode estar intimamente relacionado ao fato de que foi para esse lugar que migrou Jafé, o filho de Noé depois do grande diluvio.

Foto: Tali Sara – 11/2017
Becos e bairros honram o nome dado a cidade
Jaffa, Israel – 11/2017
Vista de Tel Aviv desde o alto de Jaffa

 

A cidade de Jaffa é muito visitada por religiosos, pois foi palco de muitos importantíssimos acontecimentos bíblicos.

Foto: Tali Sara 11.2017
Monumento é dedicado ao profeta Jonas, que foi engolido por um grande peixe e lançado no porto depois de arrepende-se.
Casa de Simão, o curtidor.

 

Uma curiosidade …

Em Israel, o “bunker” é comum e, de fato, diz-se que dois terços da população podem ter suas casas e apartamentos prontos para uso em caso de alarme nuclear. Também é comum ver alguns bunkers coletivos como este que encontramos no bairro de Jaffa

Bunker coletivo – Jaffa, Israel

 

 Old Jaffa, Yafo ou Jope, pode chamar como quiser, o que você não pode é deixar de conhecer esse lugar maravilhoso!

 

Tali Sara 

 

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